sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MADONNA - CELEBRATION

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FOTO DE SILVANA VALENÇA PARA O LIVRO "DO AMOR INOCENTE", DE ALEXANDRE CÂMARA. IMAGEM RETIRADA DA BONECA DO LIVRO ARTESANAL CONFECCIONADO ANOS 90.

FOTOGRAFIAS DO REPÓRTER FOTOGRÁFICO ALAGOANO DO "O JORNAL" LUIS CLÁUDIO CASTELO BRANCO






Angela RoRo e Ana Carolina - COMPASSO

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CONTRA O JORNALISMO DE GUERRA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO QUE NÃO ABREM ESPAÇO PARA DIVULGAR ONGS E INSTITUIÇÕES QUE LUTEM CONTRA A VIOLÊNCIA


Presidenta do Sindicato dos Jornalistas, Valdice Gomes



O Fórum Permanente pela Vida e pela Paz (Forvida), o Movimento Internacional Pela Paz, MOVPAZ e o Sindicato dos Jornalistas estão na luta em Alagoas pela não violência e em favor da paz. Mais especificamente no caso do jornalismo, através de seminários e reuniões busca-se fazer uma análise do papel dos comunicadores na divulgação de notícias que tratam sobre o tema. O mes de outubro de 2009 foi marcado por manifestações onde foram distribuídos com a população e nos meios de comunicação rosas brancas e uma Carta Aberta dos Jornalistas. O objetivo é explicitar a necessidade da realização em Alagoas de um jornalismo que mostre não apenas a violência mas analise o processo que a promove bem como a divulgação no contexto da matéria os meios existentes de se reconquistar a consciência da paz. ‘Queremos que os meios de comunicação alagoanos se engajem no movimento mundial Jornalismo da Paz”, avaliou a presidenta do Sindicato dos Jornalistas, Waldice Gomes.

O primeiro estudo que classifica 121 países de acordo com seu "grau de paz" elaborado pela consultoria britânica Economic Intelligence Unit (EIU) coloca o Brasil na constrangedora 83ª posição no Índice de Paz Global (Global Peace Index - GPI). Um dos fatores que mais pesou negativamente sobre o Brasil foi seu elevado grau de violência urbana. O levantamento foi monitorado por um conselho de personalidades internacionais, como o Dalai Lama, o arcebispo Desmond Tutu, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o economista Joseph Stiglitz. O índice foi lançado com o objetivo de servir como uma referência para o debate da reunião de cúpula do G-8, que ocorreu na Alemanha em 2007.

Com uma performance de 2.173 pontos, o Brasil é considerado um país menos pacífico do que muitos vizinhos da América Latina, como o México, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina, mas está melhor colocado do que a Venezuela (102) ou os Estados Unidos (96). O grau de paz no Brasil também é considerado inferior ao da China, Jamaica e Síria. O ranking dos dez países mais "pacíficos" é liderado pela Noruega seguido da Nova Zelândia, Dinamarca, Irlanda, Japão, Finlândia, Suécia, Canadá, Portugal e Áustria. Na América Latina, o Chile é o melhor posicionado, com o 16º lugar. O país com o pior nível de paz é o Iraque, e o vice-lanterninha é o Sudão.

Já não é novidade no Brasil um jornalismo que favoreça a cultura da paz. O Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa foi instituído pela Assessoria de Imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 2002, quando a CNBB celebrou os 50 anos de sua criação. Foi criado com o objetivo de premiar trabalhos jornalísticos e pessoas cujos trabalhos tenham a marca do jornalismo cidadão divulgando fatos em que estejam presentes os valores humanos, cristãos, éticos, sociais e políticos que ajudem a construir cidadania e promovam a cultura da paz.

NO MUNDO

A universidade online Transcend Peace University (TPU) que faz parte do Transcend, uma rede internacional de ONGs sobre paz e desenvolvimento sediada na Romênia, vem realizando cursos online acessíveis para jornalistas que querem que sua reportagem tenha uma abordagem mais ativista na resolução de conflitos e construção da paz. Os instrutores vêm de vários países ocidentais. O curso sobre jornalismo na paz busca ensinar o entendimento da reportagem na paz.

Há uma iniciativa na internet chamada Peace Channel (Canal da Paz), que produz e utiliza uma pequena quantidade de vídeos produzidos por outras empresas mostrando exemplos de jornalismo de paz. Um deles foi o envio de uma equipe de filmagem para o Quênia, meses após a violência eleitoral, onde se descobriu que um progresso notável havia sido feito para a reconciliação.

O Centro de Estudos de Paz e Conflitos (Peace and Conflict Studies ) da Universidade de Sydney, através do jornalista australiano Jake Lynch, vem realizando pesquisas para usar o jornalismo de paz no sentido de estabelecer um padrão global para cobertura de conflitos. Isso significa um jornalismo capaz de se encaixar nos procedimentos ISO (International Standardization Organization), que conferem garantias de qualidade. A Universidade do Minho, em Portugal, por exemplo, há anos vem apresentados projetos em âmbitos jornalísticos que visam qualidade em jornalismo fazendo análises da problematização e operacionalização de conceito.

O FATOR JAKE LYNCH

Para Jake, o jornalismo convencional privilegia a violência, simplifica a complexidade, omite informações sobre iniciativas pacíficas; alimenta a violência e é chamado de jornalismo de guerra. “O jornalismo de paz, ao contrário, é feito por repórteres que são incentivados a pensar criticamente - não necessariamente para promover a paz, mas ao menos dar uma chance a ela. Ele fala sobre dar visibilidade à paz, a criação de um padrão global para cobertura de conflitos, e como superar situações de impasse social quando as manchetes e fontes se repetem sempre e sempre. "Quando tudo o mais falhar", diz ele, "os jornalistas devem ser criativos”.

A análise de Jake é que convenção dominante entre a maioria dos jornalistas é recontar uma narrativa de eventos, e não processos. Isso significa que tendemos a ter relatos dos atos violentos, dos confrontos. Precisamos cobrir os processos que levam a um acontecimento violento e as causas subjacentes ao conflito.

“Se você está preparado para explorar o contexto de fundo do conflito, então começa a fazer sentido buscar informações sobre iniciativas de paz. Se não há um contexto, para que servem essas iniciativas? Se você leva em consideração uma gama maior de fatores causais, você imediatamente amplia as possibilidades e o escopo das iniciativas de paz no desenrolar da reportagem”, avalia o jornalista.

NA PRÁTICA

Empresas de qualquer ramo em qualquer lugar do mundo podem adotar certas práticas, e o grupo local de certificação irá decidir se elas merecem a garantia de qualidade ou não e, quando elas tiverem conseguido uma, poderão usar como um argumento de marketing.

O objetivo do jornalista australiano é estabelecer esse padrão global para que “as agências e organizações noticiosas em geral comecem a trabalhar no sentido de fazer mais jornalismo de paz. Isso seria um caminho para mudar a estrutura na qual os jornalistas trabalham, abrindo, assim, espaço para jornalistas de paz”.

CAMINHOS

Para pontuar os principais caminhos que levem a um jornalismo de paz, pode-se citar:

- Encontrar maneiras de incluir o contexto e as circunstâncias do conflito que está sendo tratado e oferecer relatos plurais. Não basta apenas limitar a cobertura à descrição e narração do que explodiu em que lugar.

- Dar espaço para as pessoas que estão propondo, sugerindo, desenvolvendo e defendendo iniciativas de paz de qualquer tipo, não importando se essas pessoas são as nossas fontes usuais ou não.

- Esse tipo de cobertura promove um jornalismo voltado para a paz. E um jornalismo voltado para a paz é um jornalismo melhor e, portanto, merece um reconhecimento global de qualidade.

O jornalismo de paz, nessas situações, exploraria a formação social e as oportunidades e obstáculos presentes na vida das pessoas; serviria para o debate sobre as causas subjacentes da violência; iria discutir o grande número de iniciativas comunitárias para mitigar essa violência. Não divulgar apenas os problemas mas mostrar as soluções.

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