Buzinento, barulhento da semi-metrópole solar e analfabeta
Ficamos por aqui fluindo aos pés das bananeiras verde - musgo
Por entre lufadas oriundas dos pés de colônia ao vento forte
A cozinheira cochilando avisa que só acorda quando a vida melhorar
AQUI, UM ARQUIVO DO QUE ESTÁ ACONTECENDO NA MINHA CABEÇA E NO MEU CORAÇÃO DE POETA. NOVOS POEMAS QUE NÃO CABEM MAIS NO BLOG http://alexandreloucoamor.blogspot.com. HÁ TAMBÉM AS COISAS QUE ESTOU ESCREVENDO COMO ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO; PUBLICIDADES QUE TENHO FEITO SÓ OU EM PARCERIA; FATOS QUE ME SUGAM OU QUE ME EXPURGAM, ENFIM, O QUE MEXE COMIGO.
Eita que você acaba de viajar
Vou amar na sala na cozinha
Abrir gemendo a torneira da pia
Molhar meu amor meu calor
E andar nu pelo meio da casa
Primeiro me adaptar sem você
A solidão é segura forte potente
Mas já vem o Natal o presente
Não dá mais é parar de sofrer
Quero mais é acordar à noite
Fechada a porta fachada à mostra
Ir direto pro bar sacanear
Olhos de amor no meio da rua
Quero a vida inteira imensa lua
E o sol vai nascer deslumbrante
To aí com saudade de ti
Uma intensa vontade de mim
E passa outro carro outro cara
Mais um número minha tara
Viver é maior que o melhor
Dos preceitos relevantes.


por enquanto é melhor mesmo
nos falarmos por email ou pelo Orkut
a gente se encontra a qualquer momento
pelas escadarias daquele prédio quente
ou em algum evento a favor das minorias
comuniquei que estava saindo
e não era frescura minha
não somos obrigados a conviver
com o mau humor constante
ou vivermos sempre culpabilizados
por aquilo que não cometemos
ou, se cometemos, teve valor irrisório
e descartável perante a beleza da vida
e a construção de parcerias
(e não de subserviências)
eis que essas só visam o bem;
perante o próximo passo
eis que a vida anda para frente
cada um que lave sua persona como quiser
e não deságue mazelas no rio alheio
ganho pelas amizades que fiz
experiências que adquiri
enfrento suavemente
mudanças abruptas
o projeto deve dar certo
- porque o povo é credo -
exceto por essa "síndrome da vírgula"
que busca até o deslize dos pares
e provoca reações em cadeia
de temor, insegurança e revide
não há dinheiro que compense
a perda da paz de espírito
recomeço com o olhar no horizonte
não acredito no controle exacerbado
nem na crítica carregada de desconfiança
lembra-me George Orwell, em “1984”
ou, num viés avesso,
a elegância e o refinamento de Oscar Wilde
não guardo mágoas e mantenho admirações
são típicas reações às duras ações da vida
nem rancoroso, nem truculento
cuido do meu jardim,
passeio com os labradores pela praia
acendo a luz do espelho d'água
e nado meus peixes à noite
levo a cacatua para assistir
ao mar manhã cedinho
tenho ficado muito ao lado
da senhora minha mãe
usufruo de sua bondade e me enternece
o seu lento desistir das coisas
hoje é sábado, o dia amanhece

Há muito tempo que eu passo pela sua porta
Passo no carro som alto manhã tarde e noite
Desde sempre desejo desde o primeiro dia
Na porta da casa da mãe passo na praça paro
Quando você era garoto creio era você
Um dia falou arriscou parei marcou não rolou
Sempre que surge pago mico pra lhe ver passar
Agora que a gente ta se vendo na academia
Você logo no primeiro dia já rolou um lero
Altura de nordestino corpo de viking moreno
Rosto perfeito de selvagem beleza alagoana
Coxa grossa, bunda grande, tatoos nos braços
Brinco na orelha nesse bravo garoto casado
A loucura inocente é quem vai nos juntar
Vamos sair sim buscando alguma parada por aí
Depois disso eu que segure a onda a lombra
Pra rolar eu seu você vai ter que me admirar
Natural deixar rolar depois que a onda passar
Nem no primeiro dia precisa pintar essa parada
Vamos seguindo, construindo, desarmando
Quero invadir por dentro o mais puro de você
Ser seu amigo sensual deixa pra lá o espiritual
Perto da reta final piro de cara num cara banal