terça-feira, 22 de setembro de 2009

AI MEU AMOR...






Ai meu amor

Eis que tudo é gritaria no oco do mundo

E teus olhos nunca mais foram embora

Ficam ululando um silêncio doce aqui

Estrábicos como teu coração não

Que sabe a rota certa pra longe de mim

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MACEIÓ É BARZINHO DE PALHA...




Maceió é barzinho de palha na beira da lagoa

trilha de areia da praia desaguando em restinga
pra saciar o rango camarãozada ao molho de côco
canoa de pescador jogando a rede no por do sol
surf na praia do Francês, pescador vara e anzol
mas nesse tempo louco por aqui nem tudo ainda é sol
muita água de mar pros meus labradores nadar
muita chuva no jardim pra deixar tudo verdinho
quisera muita água inundando carros e trânsitos
engarrafamentos engarrafados jogados em alto mar
todo silêncio deveria ser sagrado suave como você diz
sopro de vento e barulho de peixe pulando apenas
água e sol terra e ar pra gente comemorar à beira mar

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UM GOSTO DE ÂNSIA NA BOCA...


Um gosto de ânsia na boca

Que espalha a saudade de um milagre

E me lança no abismo da carência

Regurgito o que ainda não tem nome

Um feto amorfo louco pra virar felicidade

A MÚSICA MINEIRA...


A música mineira leva me pra mim

bem longe de mim assim pra mim

de fora pra dentro do início pro fim

ONDE ESTÁ VOCÊ...


onde está você meu amor que me esqueceu aqui

saudade de tua voz rouca marrom teus olhos azuis

LOUCOS DIAS...


loucos dias

distantes agonias

cães no mar água fria

EU E VOCÊ JÁ FAZ TANTOS ANOS...




Eu e você já faz tantos anos

Desde a árvore no passeio da lagoa

Passando pela minha boca no teu sexo

Até teus olhos e tremores de desejo intenso

Entre nós tudo acabado a benção foi tudo lindo

Mas aí você foi ficando cuidando de mim da casa

Escolhendo e quebrando meus amigos tudo ainda dói

É quem sabe o que quero faz surpresa me trata como rei

Destrói tudo depois repõe

Bibelô por bibelô, a cafeteira, os copos

Digitalizou minha vida, lê bula, sinopses,

Descobre todas as novidades

Eu quarentão cansado de guerra

Só quero descansar afim de aposentar

Quem sabe morrer depois de deixar tudo pronto

Meus poemas para o mundo

Já deu do jeito que era agora

Quero nova vida de mim pro mundo

Não tenho filho, mulher, marido

Só tenho você e o que resta da mãe

Acabou a segurança do salário no final do mês

Será que eu vou conseguir começar do zero

Ah, meu amor te amo tanto e nada quero de ti