sábado, 21 de novembro de 2009

EU SOU ALGUÉM...




eu sou alguém
que ainda está vivo
enquanto isso
passa dispercebido

com o susto da morte
as pessoas acordam pra sorte
e pensam em você por cinco minutos
são seus minutos de glória
vão reaver suas grandezas
buscar o que havia de beleza

se você trabalhava com política
se for mesmo importante
seu nome vai estar antes de uma estante
na porta de uma sala
quem sabe um condomínio popular

eu quero mesmo ficar
é pelas poesias que cravei
porque o que elas dizem vivi e sangrei

não sou poeta esteta ou moderno
são verdades nos poemas o céu e o inferno
no mais, adeus

sempre quero achar




(p/ Alexandre Holanda)


sempre quero achar
que vai haver um tempo pra nós
um dia de paz a sós
de riso, choro, muitos ais
de transformar o que ficou pra trás

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PLACA DE INAUGURAÇÃO DE ÁREA DE ESPORTE DO PONTAL FOI ROUBADA E NÃO FOI SUBSTITUÍDA

EQUIPAMENTOS DE ESPORTE DO PONTAL ESTÃO QUEBRADOS


ILUMINAÇÃO DE OBRA DE ARTE EM HOMENAGEM ÀS RENDEIRAS DO PONTAL É SUBSTITUÍDA POR AREIA



Essa obra de arte foi idealizada e criada pelo arquiteto e paisagista Alex Barbosa, em homenagem às rendeiras do Pontal da Barra. Duas luzes laterais que emergiam do chão as iluminava, dando um toque especial à noite, quando ela sobressaia e valorizava tanto as rendeiras quanto o bairro. À noite ficava lindo o local, as luzes davam um charme especial. Era a metáfora, a simbologia da arte do bairro respeitada e valorizada. Repare: hoje, no lugar das luzes, areia.

MORADORES DO PONTAL, TRAPICHE, PRADO E ADJASCÊNCIAS TÊM APENAS UMA ÚNICA BARRACA DE ORLA PARA O LAZER - DO DETRAN ATÉ O CAIS DO PORTO

Imagine-se em frente ao emissário submarino: até aqui é uma tirada e tanto...



Antes da revitalização da Praia da Avenida e da Assis Chateaubriand, iniciada na gestão de Katia Born e finalizada na atual gestão, do Pontal até o Cais do Porto, ou seja, toda aquela baía que compreende as praias do Pontal, Sobral e Avenida, tinha barracas que, se não eram padronizadas, pelo menos serviam para o lazer dos moradores desses bairros e de outros como Centro, Levada, Jaraguá, Vergel, Ponta Grossa, entre outros.

Acredito que, como a comercialização era pequena, principalmente durante a semana, no projeto urbanístico de revitalização elas não foram contempladas com espaço. E o resultado é que só sobrou apenas a barraca do Pontal, sendo outra construída na orla do Sobral, no Trapiche, que, como já dissemos, nunca funcionou.

Olha na foto: são quilômetros de calçadão, do Cais do Porto até aqui para as centenas de moradores que freqüentam essas praias no final de semana fazer uso. Seja qual for o motivo – urbanisticamente correto ou comercialmente inviável- nada justifica que a população tenha apenas a opção dos ambulantes para não desidratar. Tudo a favor dos ambulantes bem como dos comerciantes que pagam impostos e oferecem um serviço de maior qualidade. Uma pena.

BARRACA DO TRAPICHE SEM FUNCIONAMENTO DESDE SUA CRIAÇÃO TEVE SUAS COZINHAS E COBERTURAS DE SAPÊ DEMOLIDAS E SOFRE ALGUNS REPAROS.


Demolição de possível parte comercial da barraca




Banheiros de barraca Sobral: sanitários roubados e uso inadequado gerando fedentina


Equipamentos de cozinha roubados de duas cozinhas que nunca funcionaram


Modelo original demolido recentemente:
ao invés de colocarem energia demoliram a parte comercial



Pode ser coincidência afinal nosso blog tem apenas 15 seguidores públicos - embora mantenhamos contatos por email com os jornalistas alagoanos - que após divulgarmos que a barraca de praia da orla do Sobral, no Trapiche, estava abandonada; que nunca tinha funcionado porque a Prefeitura jamais fez a ligação elétrica para o seu funcionamento; que todos os equipamentos de cozinha tinham sido roubados; que os banheiros, mesmo sem mais nada dentro continuavam sendo usados; que os salva-vidas não usavam o piso superior construído para eles e que hoje era usado por transeuntes e desocupados, resolveram demolir as cozinhas, as coberturas de sapê e fazer pequenos reparos. Pode ser que nossa denúncia tenha dado resultado- só que ao contrário! Porque não revitalizar a barraca e manter uma das únicas opções de lazer aos moradores da região? O que vai ser ali afinal? Vê-se alguns reparos nas áreas demolidas. Vamos aguardar e esperar para ver no que vai dar.